por Carlos Giannoni
Quem acha que após a cassação de Silvio Félix tudo voltou a tranquilidade na Câmara Municipal está muito enganado. Nos bastidores as articulações continuam a todo vapor.
por Carlos Giannoni
Confesso que eu acreditei que seria diferente
Saí da Câmara Municipal com uma tristeza difícil de explicar e com a certeza de que, em nenhum momento o interesse popular e o bem estar da sociedade foi prioridade. O que proporciona uma sensação de impotência para lutar contra a impunidade.
Triste, decepcionado e descrente de dias melhores para Limeira
Mas é preciso seguir em frente, recomeçar, pois a vida não para".
E ao tentar fotografar a Lua, num dos testes, olha a imagem que se formou, a letra J. Esta foto vai em homenagem a minha amiga Juliana, apreciadora da Lua como eu.
* Não tem nada de photoshop nesta foto. Para este tipo de foto é preciso aumentar o tempo de exposição do obturador e, como eu balancei a câmera, formou esta imagem ao acaso.
por Carlos Giannoni
O meu ano de 2011 foi repleto de obstáculos. Alguns eu superei outros me derrubaram, mas segui em frente.
Ano com grandes realizações, conquistas, surpresas e muitos desafios. Também tive perdas, frustrações e desilusões – que ainda me incomodam – mas a vida continua não é mesmo?
Ano de tomar decisões importantes, algumas foram acertadas outras não, mas o importante foi toma-las (decisões) pois, são elas que promovem mudanças em nossas vidas.
Ano em que precisei me privar de muitas coisas para obter outras, mas sem arrependimentos e lamentações.
Um ano solitário e introspectivo, por minha escolha. Período para me observar melhor e olhar as pessoas ao meu redor com mais atenção.
E percebi que preciso melhorar em alguns aspectos, não para agradar ninguém e sim para me sentir melhor comigo mesmo. E percebi também que me afastar de algumas pessoas e me aproximar de outras me fez muito bem.
Um ano em que refleti seriamente sobre a vida, sobre o que eu já vivi e sobre como eu quero viver o futuro.
Cresci, amadureci. Cheguei a conclusão que isso vem com a idade, mas principalmente com as experiências que vivemos ao longo dos anos.
2011 vai ficar marcado na memória.
Mas eu com minha alma inquieta nunca estou satisfeito. Desde já fica o desafio de fazer com que o ano de 2012 seja ainda melhor.
É preciso viver mais a vida!
por Carlos Giannoni
Após 4 anos, este documentário encerra uma etapa da minha vida, enfim jornalista.
Agradeço a todos que ajudaram na produção deste trabalho, a minha família, amigos e colegas que prestigiaram a apresentação além daqueles que não puderam ir mas mandaram energias positivas.
Previdência Social remete a algo burocrático, chato.
Mas este documentário vai pelo caminho contrário,é um relato humano dos personagens que dependem ou buscam o auxílio da Previdência.
Tenho certeza que os próximos 15 minutos vão te fazer REFLETIR e até se EMOCIONAR.
por Carlos Giannoni
"Nascer é o início da morte"
Você já viveu quanto tempo? vai durar mais quantos anos?
A vida é uma só e passa rápido, portanto, aproveite-a, seja feliz!
por Carlos Giannoni
"Todos os homens morrem, mas nem todos vivem"
Este é o meu medo.
por Carlos Giannoni
O Cidades e Soluções fez um programa especial sobre os vencedores do 7º Concurso Universitário de Jornalismo da TV CNN.
Minha matéria "Pedal Sustentável" foi a vencedora do concurso.
A nova geração de talentos
Estudantes de todo o Brasil participaram do concurso universitário de jornalismo da CNN. O tema foi “energia renovável” e o resultado surpreendeu positivamente os jurados e a organização do concurso. Conheça as reportagens premiadas e os assuntos escolhidos pelos jovens repórteres.
Globo News, nesta quarta-feira, 9/11
às 23h30
Horários alternativos:
Dom 21:30
Seg 03:05, 08:30, 16:30
Qui 12:30
Sab 05:30
Fonte: Globo News
Eu fui um dos entrevistados para a edição de amanhã do programa Cidades e Soluções, pois minha matéria - Pedal Sustentável - foi a vencedora do 7º Concurso Universitário de Jornalismo da CNN.
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| Eu, banda CO2 Zero e equipe da TV Globo |
O Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal (IFDM), criado pelo Sistema FIRJAN para acompanhar a evolução dos 5.564 municípios brasileiros e o resultado da gestão das prefeituras, revelou nos dados de 2009 que o país tem 62,9% de cidades com desenvolvimento de moderado a alto; que o Centro-Oeste está bem próximo do patamar do Sudeste; e que o Norte e o Nordeste vão demorar, respectivamente, 20 e 10 anos para chegar à condição das regiões mais desenvolvidas
Com periodicidade anual, recorte municipal e abrangência nacional, o IFDM considera três áreas de desenvolvimento – Emprego & Renda, Educação e Saúde – baseado em dados declarados pelas próprias prefeituras ao Governo Federal. As estatísticas oficiais mais recentes que estão disponíveis são de 2009.
Os critérios de análise estabelecem quatro categorias: baixo (de 0 a 0,4), regular (0,4001 a 0,6), moderado (de 0,6001 a 0,8) e alto (0,8001 a 1) desenvolvimento.
Fonte: FIRJAN
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Pesquisei cinco cidades da região: Limeira, Americana, Piracicaba, Cordeirópolis e Iracemápolis.
Destaque negativo para Iracemápolis e Piracicaba no quesito Emprego e Renda. As cidades tiveram respectivamente índices de 0,523 e 0,5798, considerado como desenvolvimento regular pela FIRJAN.
Desenvolvimento
Comparando o ano de 2000 com 2009, a cidade de Piracicaba foi a que mais se desenvolveu (0,1257) seguido de Americana (0,0589), Iracemápolis (0,0529), Limeira (0,043) e Cordeirópolis (0,0194).
As estatísticas oficais mais recentes disponíveis são de 2009, e analisando o IFDM deste ano, Americana é a cidade com maior desenvolvimento com índice de (0,8889) seguido por Piracicaba (0,8457), Limeira (0,8421), Cordeirópolis (0,8319) e Iracemápolis (0,776).
Educação
Das cinco cidades pesquisadas, Limeira foi a única que teve queda no desenvolvimento na area de educação comparando o ano 2000 (0,9122) e 2009 (0,8984).
Nos últimos dados divulgados - ano base 2009 - pela FIRJAN, Limeira foi a que menos se desenvolveu (0,8984). Em primeiro lugar aparece a cidade de Iracemápolis (0,9716), seguido de Cordeirópoilis (0,9643), Americana (0,9606) e Piracicaba (0,9208).
Saúde
A saúde limeirense também não anda bem das pernas, a cidade mais uma vez amarga o último lugar com índice de (0,8336). Americana teve o melhor desempenho (0,911) seguido de Piracicaba (0,8936), Iracemápolis (0,8741) e Cordeirópolis (0,8718).
Emprego e Renda
Este é o único item no qual Limeira teve um resultado bom em relação as outras cidades. Americana, polo têxtil, aparece em primeiro com índice de desenvolvimento de (0,7949), Limeira aparece em segundo, muito próximo a cidade vizinha com (0,7942), seguido por Piracicaba (0,7228).
Cordeirópolis e Iracemápolis tiveram índices de desenvolvimento menores do que no ano de 2000, caindo de (0,7637) para (0,6595) e (0,523) para (0,4871) respectivamente.
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Faça a sua consulta e descubra como anda o desenvolvimento da sua cidade!
PESQUISAR CIDADE

por Carlos Giannoni
A cidade de Curitiba, no paraná, é conhecida pelo excelente sistema de transporte público, um modelo a ser seguido por todas as cidades do Brasil.
Mas neste documentário fica claro que a realidade não é bem essa.
A população da cidade paranaense também sofre com ônibus lotados e ruas congestionadas de carros.
E é no meio dessa desorganização que os cicloativistas buscam espaço para as bicicletas.
por Carlos Giannoni
Não consigo ajudar a mim mesmo. Consequentemente falho ao tentar ajudar os outros.
Palavras erradas, palavras que confundem, palavras que marcam, palavras demais.
Atitudes erradas, atitudes impulsivas, atitudes sem maldade, falta de atitude.
É tênue a linha que separa o certo do errado e a certeza da dúvida.
É por isso que cometemos falhas, eu cometo falhas.
Errar é um aprendizado, mas a lição precisa ser realmente compreendida. Este é o desafio.
Mas no final, a verdade é uma só: É você sempre lutando contra seus próprios demônios.
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"O que há é só o mundo verdadeiro, não é nós, só o mundo;
O que não há somo nós, e a verdade está aí.
Sou quem falhei ser.
Na alma, e com alguma verdade,
na imaginação, e com alguma justiça,
na inteligência, e com alguma razão,
Meu Deus! Meu deus! Meu Deus!
Quantos Césares eu fui!
Assim, como sou, tenham paciência!"
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life will go on
por Carlos Giannoni
Este blog participou na categoria Redes Sociais do Concurso Cultural Iniciativa Verde da empresa Algar Telecom.
O objetivo era captar ideias, disseminar e estimular práticas, projetos e ações de sustentabilidade ambiental, reconhecendo iniciativas individuais, da comunidade e/ou organizações que contribuam com a preservação do meio ambiente e possam ser adotadas por toda a sociedade.
E com a postagem da matéria "Pedal Sustentável" foi classificado para a final. Não levou o prêmio, mas ficou entre os cinco melhores trabalhos, o que já é uma grande conquista.
13 de outubro, quinta-feira, fim de tarde. O empresário Odair Zambom sai de seu escritório com seu veículo, quando uma moto com duas pessoas encosta no carro e dispara dois tiros. Um acertou seu pescoço e outro a cabeça. Na sexta-feira pela manhã, a Santa Casa de Limeira em comunicado oficial, confirma sua morte.
Ele não era meu amigo, mas o conhecia, já o entrevistei para a TV.
E é impossível ficar indiferente diante deste crime, uma execução cruel.
O porquê então de escrever sobre isso?
Você já parou para pensar que a "vida", nosso bem mais precioso, não está valendo nada ultimamente? Mortes banais são destaques nos noticiários. O pior de tudo, muitos acham isso normal. É o inaceitável tornando-se aceitável, uma inversão de valores que não pode acontecer.
Espero viver para ver o dia em que a justiça vai punir os criminosos deste país com mais rigor.
E para simbolizar a realidade deste crime e como muitos brasileiros se sentem, lembrei desta música dos Paralamas do Sucesso.
O Calibre
Os Paralamas do Sucesso
Eu vivo sem saber até quando ainda estou vivo
Sem saber o calibre do perigo
Eu não sei, da onde vem o tiro
Por que caminhos você vai e volta?
aonde você nunca vai
e que esquinas você nunca para?
à que horas você nunca sai?
Há quanto tempo você sente medo?
Quantos amigos você ja perdeu?
Entrincheirado vivendo em segredo
e ainda diz que não é problema seu
E a vida já não é mais vida
no caos ninguém é cidadão
as promessas foram esquecidas
Não há estado, não há mais nação
perdido em números de guerra
rezando por dias de paz
não ve que a sua vida aqui se encerra
com uma nota curta nos jornais
por Carlos Giannoni
No vídeo abaixo você vai conferir uma reportagem muito bacana que eu fiz com a galera da banda CO2 Zero, da cidade de Santa Bárbara d'Oeste, que fica a 140km da capital paulista.
Através da música eles ensinam Educação Ambiental, mas de uma maneira inusitada e totalmente sustentável.
“Este post está participando do Concurso Cultural “Iniciativa Verde”, promovido pela Algar Telecom, detentora da marca CTBC.
"Afinal, quem mais, além da gente, perde com a inquietude da nossa própria alma"?
Mirian Bottan
Eu sempre tive uma certeza
Que só me deu desilusão
É que o amor é uma tristeza
Muita mágoa demais para um coração
Água de beber
Água de beber
Camará
Eu quis amar, mas tive medo
e quis salvar meu coração
Mas o amor sabe um segredo
O medo pode matar o seu coração
Água de beber
Água de beber
Camará
Eu nunca fiz coisa tão certa
Entrei pra escola do perdão
A minha casa vive aberta
Abre todas as portas do coração
Água de beber
Água de beber
Camará
Você pode ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não se esqueça de que sua vida é a maior empresa do mundo.
E você pode evitar que ela vá a falência. Há muitas pessoas que precisam, admiram e torcem por você.
Gostaria que você sempre se lembrasse de que ser feliz não é ter um céu sem tempestade, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem desilusões.
Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros.
Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza. Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos. Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manha pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples, que mora dentro de cada um de nós.
É ter maturidade para falar "eu errei".
É ter ousadia para dizer "me perdoe".
É ter sensibilidade para expressar "eu preciso de você".
É ter capacidade de dizer "eu te amo".É ter humildade da receptividade.
Desejo que a vida se torne um canteiro de oportunidades para você ser feliz...
E, quando você errar o caminho, recomece, pois assim você descobrirá que ser feliz não é ter uma vida perfeita, mas usaras lágrimas para irrigar a tolerância. Usar as perdas para refinar a paciência. Usar as falhas para lapidar o prazer. Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.
Jamais desista de si mesmo.
Jamais desista das pessoas que você ama.
Jamais desista de ser feliz,
pois a vida é um obstáculo imperdível, ainda que se apresentem dezenas de fatores a demonstrarem o contrário.
Fernando Pessoa
Quero tudo novo de novo. Quero não sentir medo. Quero me entregar mais, me jogar mais, amar mais. Viajar até cansar.
Quero sair pelo mundo. Quero fins de semana de praia. Aproveitar os amigos e abraçá-los mais. Quero ver mais filmes e comer mais pipoca, ler mais. Sair mais.
Quero um trabalho novo. Quero não me atrasar tanto, nem me preocupar tanto. Quero morar sozinho, quero ter momentos de paz. Quero dançar mais. Comer mais brigadeiro de panela, acordar mais cedo e economizar mais. Sorrir mais, chorar menos e ajudar mais. Pensar mais e pensar menos. Andar mais de bicicleta. Ir mais vezes ao parque.
Quero ser feliz, quero sossego, quero outra tatuagem. Quero me olhar mais. Cortar mais os cabelos. Tomar mais sol e mais banho de chuva. Preciso me concentrar mais, delirar mais.
Quero mais chão, pouco vão e mais bolinhas de sabão. Quero aceitar menos, indagar mais, ousar mais. Experimentar mais. Quero menos “mas”. Quero não sentir tanta saudade. Quero mais e tudo o mais.
Fernando Pessoa
por Carlos Giannoni
Em poucos segundos passei do estado de surpresa para o de felicidade terminando emocionado.
O choro de emoção e felicidade citado no post anterior é resultado da classificação da minha reportagem para a final do 7º Concurso Universitário de Jornalismo da CNN.
Através de uma vídeoreportagem de no máximo dois minutos, alunos de todo Brasil tinham que mostrar em suas matérias ações relacionadas ao tema “Energia Renovável”.
E foi na cidade de Santa Bárbara D’Oeste, a 140 km da capital paulista, que encontrei a minha pauta. Desenvolvi a reportagem com a banda CO2Zero, que ensina educação ambiental através da música, mas de uma maneira diferente e original. Toda a energia elétrica utilizada para o funcionamento dos instrumentos e as luzes é gerada por bicicletas.
Abaixo você pode conferir a matéria.
No ano de 2010 quase participei do concurso, por medo de não me sair bem, insegurança e preguiça, fiquei no quase...
Este ano tudo caminhava para o mesmo rumo. Entrei no site, vi o tema, gostei, quis participar. Mas fiquei um bom tempo nessa vontade.
Só quando saí de férias da faculdade olhei com mais atenção para o concurso. Decidi participar. Queria uma pauta original, inédita. Falar "mais do mesmo" que muita gente já conhece não me interessava e não agregaria em nada para a prosposta do concurso da CNN.
Já tinha ouvido falar vagamente da banda CO2Zero. Pesquisei sobre eles na internet, achei os contatos e no dia 21/6/11 mandei um e-mail - despretensioso - para banda, me identificando e fazendo a proposta de uma entrevista para que eu pudesse participar no concurso.
No dia seguinte, José Carlos Armelin, integrante da banda, me respondeu o
e-mail com mais entusiasmo do que eu o havia escrito.
Resumindo ele dizia: "Adoramos a ideia, queremos ajudar, quer gravar quando?"
Na hora peguei o telefone e liguei. Marcamos para o domingo dia 26/6/11.
Endereço anotado, mapa na mão, tanque do carro cheio, uma fita mini DV, uma câmera Handycam, um microfone de videokê adaptado, dois amigos, uma ideia na cabeça e pé na estrada.
Uma pequena aventura, posso definir assim. Fazia tempo que não tomava a iniciativa de fazer algo, me senti bem.
Danilo Fernandes, co-piloto e navegador oficial da expedição, nos guiou no sentido contrário da cidade de Santa Bárbara D'Oeste - nosso destino - pela Rodovia dos Bandeirantes - rsrsrs - mas logo encontramos nosso rumo.
Já em "SBOCity" por volta das 15h, fomos muito bem recebidos e logo partimos para o trabalho que foi até as 18h. Três horas de diversão, uma hora de material bruto gravado e o desafio de transformá-lo em 2 minutos - tempo máximo permitido para a reportagem -.
Ao chegar em casa, minha mente transbordava de ideias sobre abordagens para matéria, texto para os off's. Achei melhor não fazer nada no momento e me acalmar.
A data limite para a inscrição da reportagem foi o dia 06/7/2011.
Após as gravações, feitas no dia 26/6 só fui produzir a matéria no dia 04/7/2011.
Ouvi cada sonora com muita atenção, analisei cada imagem que eu tinha. Produzi meu texto com base nestes dois itens, buscando a perfeita harmonia entre eles.
E não foi fácil, comecei a edição as 19h30 e terminei tudo as 03h30 da madrugada do dia 05/7/2011. Sem contar a outras 6 horas necessárias para subir o vídeo no Youtube.
Na primeira versão, a reportagem ficou com aproximadamente 2'40". Achei que o texto estava curto, mas tinha que cortar mais 40 segundos de material.
Foi um grande desafio, o que cortar? o que manter?
E nesta experiência fiz algo que me dá muito prazer, editei minha própria matéria. Boa ou ruim, ela ficou do jeito que eu queria.
E quando olhei para ela finalizada, pronta para ser enviada, senti orgulho do meu esforço. Usei todo o conhecimento que aprendi nos anos de faculdade e nos mais de quatro anos trabalhando numa emissora de TV.
Se quando eu tive a ideia de participar eu esperava chegar na final?
Não.
Depois que vi minha matéria pronta eu achei que tinha chances de ficar entre os 10 finalistas?
Sim - não sei como explicar, mas comecei a acreditar na possibilidade.
E o que era dúvida agora é realidade, sou um dos 10 finalistas. Se vou ficar em décimo lugar ou em primeiro, vamos ter que esperar juntos até o dia 10 de Agosto para saber. Voltarei a escrever sobre isso, aguardem.
AGRADECIMENTOS
Banda CO2Zero por apostar na minha ideia e me receber tão bem.
Minha família, que compartilha das minhas alegrias e tristezas.
Ao meu amigo Danilo Fernandes, pelas belas imagens que fez.
Ao meu amigo Romullo Reis, por aceitar ajudar antes mesmo de saber do que se tratava.
Ao meu amigo Rodrigo Piscitelli, pelas dicas ao longo dos anos que me ajudaram a aprimorar meu texto.
Ao meu professor de TV Zé Pinoti, pelas dicas técnicas que me ajudaram a produzir um bom VT.
"Jornalismo não se faz sozinho, está é uma conquista de todos nós"
Agradeço também a todos que me parabenizaram pela conquista através do twitter, facebook, e-mail e aos que me citaram em seus blogs e sites.
Rodrigo Piscitelli: Uma conquista, um orgulho, uma lição
Roxane Regly: Ideia criativa une música e educação ambiental
Vida Universitária: Limeira-SP na final do 7º Concurso Universitário de Jornalismo CNN
Mais informações sobre o concurso da CNN e da Banda CO2Zero nos sites:
http://www.concursocnn.com.br/
http://www.bandaco2zero.com.br/
por Carlos Giannoni
"Depois de tanto chorar de tristeza nos últimos tempos, neste dia 11/07/2011 segunda-feira, que acabou de acabar, chorei de emoção, felicidade"
por Carlos Giannoni
Parece solidão,
melancolia,
tristeza,
carência,
despedida,
Mas é Amor, puro e verdadeiro.
Afeto, hoje e sempre.
Alegria, sorridente e feliz.
Lealdade, firme e forte.
Gratidão, eterna e sagrada.
Inevitáveis as lágrimas e a emoção
que sinto quando escrevo sobre vocês,
pois, são parte de mim,
extensão do meu corpo e de minha alma.
Muitos partiram,
outros a vida afastou,
alguns estão longe,
outros bem próximos,
muitos ainda hei de conhecer.
Não importa, basta que saibam,
que estarão sempre em meu coração.
Momentos inesquecíveis compartilhei
com cada um de vocês, sem exceção.
Momentos que tornaram minha vida bela,
que deram a ela algum sentido e significado.
A relação perfeita de amizade é aquela na qual há:
Amor,
Emoção,
Alegrias,
Tristezas,
Brigas,
Discussões,
Reconciliações,
Beijos,
Abraços...
Queridos amigos,
isso é o que vivemos todos os dias,
uma verdadeira e perfeita amizade.
Poderia enumerar outras características,
mas estas bastam para demonstrar,
o que é, e como é fácil ser amigo de alguém.
Resta apenas uma frase a ser dita,
caso contrário, todas estas palavras não significariam nada.
“Muito obrigado por serem meus amigos”.
Escrito em 12/01/2004
por Carlos Giannoni
Alguma pessoas têm diabetes, outras hipertensão e algumas alergias, como no meu caso. Sou alérgico crônico, doença sem cura.
Mas crises alérgicas podem ser evitadas com o uso de medicamentos e com a profilaxia ambiental, ou seja, a limpeza adequada do local onde vive a pessoa alérgica.
Mamãe é fumante - boto fé que um dia ela vai parar - e as vezes costuma dar suas tragadas dentro de casa, esquecendo do filho alérgico - no caso eu - que mora com ela.
E isso não é bom, mas melhor do que eu falando é um especialista na área.
Mas mesmo assim eu te amo tá MÃE!!!
por Carlos Giannoni
Os vídeo abaixo foram produzidos para a disciplina de Análise Política do 7º Semestre do curso de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo do ISCA Faculdades de Limeira, com a orientação do professor Vladimir Cardoso de Oliveira.
O entrevistado foi vereador de Limeira-SP Mário Botion do PR, a quem agradeço a disponibilidade em me receber para a entrevista.
Observações: No vídeo há alguns cortes, mas as respostas do vereador estão na íntegra, sem nenhum tipo de edição.
Assim pensa Mário Botion
por Carlos Giannoni
Madrugay se tornou um programa de rádio, mas sua história é mais antiga.
A ideia original é de Vinícius Cuccio - madrugay era para ser um programa de TV. Eu e Cuccio, fãs de rádio, começamos a discutir como seria o Madrugay para o rádio, escolhendo playlist de músicas e viajando nas ideias.
Mas foi no ISCA Faculdades, que a possibilidade de viabilizar o projeto aconteceu. Na aula de Inovação e Gestão em Negócios de Comunicação do 6º semestre de Jornalismo e Publicidade, meu grupo teve que desenvolver um Plano de Negócios para o público homossexual - público escolhido através de sorteio. Aí falei, vamos fazer o madrugay? todos concordaram, então mãos a obra.
Vocês poderão conferir nesta postagem o piloto gravado no estúdio do ISCA. Esta é uma versão com mais humor, mas é possível desenvolver vários formatos para o Madrugay.
O grupo é formado por Carlos Giannoni (eu), Felipe Paes, Romullo Reis, Andrey Peixoto, Ricardo de Moraes e Eduardo Hamam, todos cursam Publicidade, apenas eu Jornalismo. Além da participação especial do Marcelinho.
MADRUGAY
Ficha Técnica
Carlos Giannoni: Locutor / repórter Babaloo / personagem entrevistado no flash ao vivo
Andrey Peixoto: O cara do twitter / Ricardo (segunda participação ao vivo)
Eduardo Hamam: Daniel ( primeira participação ao vivo)
Marcelinho : Alexandre Fruta / Marília Magricela / Vera / Tiririca
Carlos Giannoni
O jornalista Paulo Beringhs da TV Brasil Central denuncia ao vivo a censura que o jornalismo do seu programa estava sofrendo.
O que é ética? Paulo agiu corretamente? ou deveria ter aceitado a "censura", mantido seu emprego e continuado sua carreira na emissora?
Quem dera se todo jornalista fosse assim. Se ele apenas tivesse pedido demissão sem vir a público, ninguém saberia desta conduta desprezível da TV Brasil Central.
E você o que pensa a respeito? deixe seu comentário
Para minha surpresa, Britto é muito simpático, ficamos numa roda conversando, falando até dos bastidores da disputa da Record com a Globo pela audiência. Até o diretor do programa Rodrigo Carelli participou do bate papo.
clique nas fotos para ampliá-las












Carlos Giannoni
A galera do primeiro ano (2º semestre) de Jornalismo do ISCA Faculdades está colocando a mão na massa. Eles criaram o programa Linkados, que ainda está em fase de produção.
Bela iniciativa. Minha classe no segundo semestre nunca demonstrou interesse em fazer algo parecido. Parabéns pessoal do Linkados.
Carlos Giannoni
Como prometi, assim que tivesse uma resposta sobre o caso - Vota Brasil - postaria aqui no blog.
Abaixo o texto da confirmação que meu e-mail foi lido.
Esta é uma confirmação de recebimento do email que você enviou para
Esta confirmação verifica se a mensagem foi exibida no computador do destinatário em 4/10/2010 08:59
Porém, nenhuma resposta foi enviada. Mas ontem 07/10 estive na Câmara Municipal e uma assessora meu deu a resposta.
"Que o Juiz Eleitoral pediu no dia para que o candidato retirasse as placas irregulares. E que até o momento ele não recebeu nenhum tipo de notificação pela Justiça Eleitoral".
Essa resposta comprova que os fatos contidos na outra postagem são procedentes.
Apesar do Brasil ter um processo de votação avançado, copiado por muitos países, nossa lei eleitoral deixa a desejar.
Deveria ser proibido, e cabível de multa para candidatos e partidos que fizessem tal prática.


Jd. Morro Azul - Limeira- SP, próximo a escola Aldo José Kuhl

Questionei o fiscal se seriam placas apreendidas por caracterizarem propaganda irregular. Ele respondeu que sim.
As placas em questão foram recolhidas próximo a uma escola na Vila Queiroz. No dia da eleição é proibido esse tipo de propaganda a 100 metros dos locais de votação.
O candidato solicitou a retirada das placas e não quis fazer comentários, complementou o fiscal.
Carlos Giannoni
É com esse espírito (vote em ninguém) que eu vou votar neste domingo. Tá feia a coisa!
Vote em Abelardo Ninguém
Corrupção
Limpeza Urbana
Educação
O canditato fictício é representado por Fábio Silvestre
Carlos Giannoni
Salve, salve pessoal. Voltei!

Carlos Giannoni
Muito se discute se o jornal impresso vai acabar, na opinião do estudante de jornalismo que aqui vos escreve a resposta é NÃO.
Os jornais impressos não vão acabar, eles terão que se reformular, caso contrário, aí sim não sobreviverão. Cada vez mais o jornal será destinado para quem gosta de ler, o famoso "hard news" já está ficando de lado, sendo mais explorado pelo jornalismo online.
E já é possível reparar essa mudança nas reformas gráficas e editorias nos dois principais jornais do país, O Estado de São Paulo (leia mais aqui) e Folha de São Paulo (leia mais aqui).
Mas, para os mais céticos sobre a vida longa dos jornais, trago abaixo os dados divulgados pelo IVC (Instituto Verificador de Circulação) sobre os jornais.
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IVC aponta alta de 2% na circulação de jornais
A circulação média do meio Jornal no Brasil cresceu 2% no primeiro semestre de 2010. A constatação leva em conta as publicações filiadas ao Instituto Verificador de Circulação (IVC) e considera a comparação entre o primeiro semestre deste ano e o mesmo período de 2009.
Entre janeiro e junho de 2010, a média de circulação dos jornais no Brasil foi de 4.255.893 exemplares por dia. O final do primeiro quadrimestre de 2010 já havia sido positivo para os jornais, com alta de 1,5%. O levantamento do IVC considera 94 títulos. Outras tr ês publicações ficaram de fora por não terem concluído a entrega dos dados de junho.
Segundo o presidente executivo do IVC, Pedro Martins Silva, o resultado positivo era esperado. "No último trimestre do ano passado, com o arrefecimento da crise econômica mundial, já era perceptível a recuperação na circulação dos jornais." Há uma possibilidade de que a Copa do Mundo tenha interferido e o aumento brasileiro poderia ter sido ainda maior.
"Em junho, registramos decréscimo considerável na circulação, com queda acentuada na venda avulsa. Foi o menor índice desde janeiro de 2008. Comportamento semelhante foi verificado em junho de 2006, o que abre a hipótese de que a Copa do Mundo tenha gerado este impacto. O volume de vendas por assinaturas não sofreu essa alteração no mesmo mês", explica o presidente executivo.
As informações provenientes do IVC são usadas como referência por empresas e profissionais ligados ao mercado publicitário, bem como por entidades do setor.
Fonte: AdNews
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BRASIL X ESTADOS UNIDOS
É um cenário bastante interessante. Enquanto no Brasil a circulação de jornais aumenta, nos Estados Unidos ela está caindo. Leia mais sobre isso no site do Knight Center for Journalism.
LEIA MAIS (O que rola na mídia)
Análise da reforma gráfica e editorial do Estadão
Análise da reforma gráfica e editorial da Folha de São Paulo
CONTINUE LENDO
Arkansas mostra alternativas para a indústria dos jornais
(Folha de São Paulo)
Carlos Giannoni
Sony HDR-XR500v
Carlos Giannoni
O dia a dia de uma equipe de reportagem de TV - repórter e cinegrafista - é bastente corrido, sai de uma pauta e já corre para outra, as vezes atrasa, acontecem imprevistos, um ritmo de trabalho intenso.
Mas nem sempre é assim, nesta sexta-feira (16) após as entrevistas e filmagens no Nosso Clube, sobre os atletas que vão disputar o campeonato Sul-Americano de basquete na cidade de Novo Hamburgo no Rio Grande do Sul, foi oferecido um café da manhã com vários "quitutes" para a imprensa e todos os convidados que estavam no evento.
Quem registou a cena foi o colega Ivan Costa - repórter, Ctrl C Ctrl V da internet, estagiário e fotógrado do JL nas horas vagas.
Carlos Giannoni
Trata-se de uma câmera Canon 5D e 7D acoplada num mini helicóptero.
Ela está sendo utilizada em filmagens especiais para emissoras de TV como o History Channel. Acompanhe cada imagem "animal".
Carlos Giannoni
Quem não gosta de música? As vezes nós escutamos "aquele" som e reparamos na melodia, nos instrumentos, analisamos o conjunto da obra e o resultado é uma boa música.
Se você conhece um pouco de teoria musical, sabe que um conjunto de notas - musicais - tocados ao mesmo tempo formam um "acorde". Músicas bem elaboradas possuem inúmeros acordes diferentes, uns são fáceis de executar, outros não.
Mas tem muita música famosa por aí que é composta por apenas quatro simples acordes.
Para provar isso, o pessoal do Axis of Awesome fez uma brincadeira muito legal.
Tocando os mesmo quatro acordes sem parar, o trio executou várias canções famosas. O resultado ficou bem interessante.
Carlos Giannoni
Amanhã os "anões" de Dunga entrarão em campo pelas quartas de finas contra as "flores" holandesas. Eu estarei trabalhando, e torcendo contra o Brasil - tem dado sorte por enquanto.
E como futebol não é meu forte e sim apenas um pretexto para tomar cerveja, achei três vídeos muito legais na net e vou compartilhar com os poucos que perdem tempo lendo este blog.
Quem acompanha o programa CQC da TV Bandeirantes, deve ter visto quando os brasileiros foram até a argentina num dia de jogo e ficavam desligando as TV's dos bares com um controle remoto universal.
Na Argentina também tem CQC, e eles vieram até São Paulo no dia do jogo do Brasil contra a Costa do Marfim para tentar fazer a mesma brincadeira.
E as malditas Vuvuzelas, uma praga mundial. Você já ouviu falar do jogo Guitar Hero? provavelmente né. E do Vuvuzela Hero? isso mesmo, Vuvuzela Hero. Dá uma conferida na criatividade do pessoal
Para terminar este "post" trago um vídeo muito original e criativo.
Cá entre nós, irrita escutar 90 minutos o som da Vuvuzela né.
Olha o que esse pessoal fazer. Três membros da Filarmônica de Berlim tentaram tocar Brahms e Ravel na Vuvuzela. O resultado? Muito legal, mas ninguém mais aguenta ouvir esse barulho!
Abaixo na foto, minha cadela Laika que também está em sua quinta Copa do Mundo, e foi assim que ela se preparou, dormindo e curtindo um "solzinho" debaixo da minha janela nesta tarde gelada de terça-feira.

cara de sono 1
cara de sono 2
Espero que contra a Costa do Marfim o Brasil jogue melhor, caso contrário vou ficar dormindo igual a minha querida Laika.
(Clique na foto para ampliar) Posso dizer que a "Folha" vem seguindo uma tendência global, fazendo um jornalismo de mais análise, reflexão, um noticiário mais enxuto e sem deixar de trazer grandes reportagens, literatura, "TEXTOS" mais elaborados. (clique na foto para ampliar) PONTOS POSITIVOS
Com o slogan "Enquanto se discutia o futuro do Jornal, a Folha fez o Jornal do Futuro," jornal lança nova reforma gráfica e editorial
Carlos Giannoni
Após a reforma gráfica do "Estadão" estava ansioso para ver que novidades a "Folha" traria e, digo que elas foram menos impactantes e expressivas em relação ao concorrente.
Neste "post" vou falar mais da parte gráfica. Do conteúdo editorial fica complicado comentar aqui, porque o ideal seria mostrar os textos para exemplificar.
REFORMA EDITORIAL
Nesse quesito uma ótima mudança, mais do que necessária.
Mundança essa que o "Estadão" também fez.
LEIA
Informação exclusiva de cara nova
Folha valoriza análises e opiniões; entenda a diferença
Trouxe também novos colunistas, no impresso diz que são 29, na internet que são 17. Confira a lista NOVOS COLUNISTAS.
Nomes como o de José Sarney e a inclusão de Antônio Palocci são uma "pisada de bola" da Folha.
Tema do texto da Ombudsman Suzana Singer deste domingo (23).
Leia abaixo.
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Algumas coisas mudam; outras, não
Inclusão de Palocci entre colunistas e manutenção do nome de Sarney causa preocupação entre leitores
O "JORNAL DO FUTURO" mal começou e os leitores já estão preocupados, principalmente com a renovação do time de colunistas. A despedida, sentida, de Paulo Nogueira Batista Jr., que descreveu seu desligamento como uma "execução sumária", provocou indignação.
Muitos temem que o seu afastamento e a mudança do nome do caderno de Dinheiro para Mercado signifique a rendição a políticas neoliberais. "Ele escrevia sem fazer reverências ao deus mercado e à turma da bufunfa", escreveu o promotor de Justiça e professor universitário Jorge Alberto Marum, 44, de Piedade (SP).
O desconforto dos leitores só aumentou com o anúncio de que o deputado Antonio Palocci passa a escrever sobre economia. Palocci é um dos coordenadores de campanha de Dilma Rousseff e foi investigado por corrupção e por violação de sigilo bancário -em ambos os casos, nem chegou a se tornar réu."A Folha vai contratar também o coordenador de campanha do PSDB e dos demais candidatos?", perguntou Fernando Domicildes Carvalho, 58, tradutor.
A Secretaria de Redação afirma que "a Folha, um jornal pluralista, possui colunistas representativos dos mais diversos setores da sociedade e visões de mundo". E que "o fato de Palocci ser da campanha de Dilma não é impeditivo. Ele é ex-ministro da Fazenda e um dos mais influentes parlamentares do PT. Vale ressaltar que sua coluna será publicada no caderno Mercado".
É difícil avaliar se a renovação de colunistas compromete o equilíbrio e o pluralismo de opiniões, porque, até sexta-feira, não havia sido divulgado o quadro completo de nomes.Mas faz sentido questionar o convite a Palocci, que estava até ontem em Nova York apresentando Dilma a investidores estrangeiros.
Uma de suas missões na campanha é torná-la "palatável" aos que temem as ideias da ex-militante de esquerda. Dar-lhe uma coluna agora é, no mínimo, extemporâneo.
JOSÉ SARNEY
Da mesma forma, não faz sentido manter a coluna semanal de Marina Silva. Apesar de ser formalmente "pré-candidata", ela está em plena campanha, ninguém duvida. Pelas regras da Folha, ela só perderá seu espaço fixo depois da convenção partidária, o que deve ocorrer em 10 de junho.
Outra decisão discutível é a de manter a coluna do presidente do Congresso, José Sarney. Desde que estouraram as denúncias contra o senador, no ano passado, o ombudsman recebeu 338 mensagens pedindo seu afastamento do jornal, sem contar as encaminhadas ao "Painel do Leitor"."Vi as mudanças anunciadas e pensei: só falta chegar a sexta-feira e eu ver aquele nome ali de novo! Para ler a página 2, que tem articulistas excepcionais, eu cubro com um papel a coluna vertical", diz Olga Bolzan Batista, 73.
A Secretaria de Redação afirma que "José Sarney continua sendo uma pessoa muito influente no Congresso e na política nacional".É justo lembrar que o fato de tê-lo como colunista não impediu a Folha de publicar as denúncias contra o senador.
O jornal não o poupou. Interromper seus artigos durante o tiroteio político mais intenso que ele sofria em 2009 poderia ser visto como uma forma de cercear um dos poucos espaços que Sarney tinha para expressar-se livremente.
O difícil de entender é por que agora, no jornal do futuro, não se atendeu o apelo dos leitores. Como diz a campanha publicitária, "a Folha podia perfeitamente não mudar, mas aí não seria a Folha".
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REFORMA GRÁFICA
Vamos falar primeiro das mudanças que "funcionaram" na Folha.
Na primeira página, o logotipo e as manchetes ficaram com letras maiores e mais fortes. Realmente dá um destaque, mas não ao ponto de mudar a cara do jornal, apenas uma "melhoradinha" no formato antigo - isso não quer dizer que ficou ruim.
A fonte também mudou, ficou bem melhor, mais fácil e prazeroso de ler.
O jornal traz também um melhor aproveitamento dos espaços em branco, que dão leveza e personalidade ao texto.
Destaque para as fotos, ocupam um maior espaço nas publicações.
A Folha sempre trabalhou muito com bem com os infográficos, a boa surpresa é que eles estão ainda melhores e didáticos. As ilustrações também têm seu espaço.
Uma mudança muito importante foram as "cores". Os detalhes em azul - cyan - estão por todo o jornal, ficou muito bonito, menos em um aspecto que vou explicar mais adiante.
Cada editoria tem uma cor específica, que cria uma identidade visual e padrão gráfico. Poder - azul escuro; Mercado - verde escuro; Cotidiano - roxo escuro; Esportes - laranja; Ilustrada - roxo claro e Equilíbrio - verde claro. Fora os outros cadernos que sairão ao longo da semana.
Além disso, a Folha teve uma grande ideia, o cardeno de esportes agora está no formato tablóide - O jornal esportivo "Lance" também é nesse formato - muito mais funcional, prático e fácil de manusear.
Abaixo algumas "fotos" da edição de domingo (23) com algumas dessas mudanças.
Para ampliar, clique nas fotos.
Valorização dos espaços em branco

Fotos, infográficos e ilustrações




Novo caderno de Esportes, formato Tablóide


O caderno "Ilustrada" já era bom, com as reformulações ficou ainda melhor. Outro destaque é o novo caderno "Ilustríssima" - o equivalente do Estadão é o Sabático - com textos mais densos, literatura, um caderno para quem gosta de ler.



PONTOS NEGATIVOS
Como disse mais acima a nova "Folha" apostou no Azul. O jornal disse o seguinte:
" Cor dominante - A cor cyan (azul puro) é usada nos logotipos e em elementos gráficos ao longo de todas as páginas do jornal, criando unidade gráfica"
A unidade gráfica eles podem até ter conseguido, mas ficou horrível, estranho - o retângulo azul identificando as editorias -. O conflito do azul com as cores do título de cada editoria incomoda a visão.
Esse detalhe é de grande destaque no jornal, o que influencia negativamente toda a avaliação da reforma gráfica.
A diagramação do texto também não traz nada de inovador.
Veja como ficou, nas fotos abaixo




INTERNET
A interação do impresso com a plataforma online está bem legal, vários endereços direcionando para mais conteúdo na net. Vamos esperar e observar se ao longo dos dias isso se mantém ou se foi só hoje (23) por causa da estréia do novo formato do jornal.
Mas o que deixou muito a desejar foi o novo site da Folha, o Folha.com.
Tem muito texto, não é atrativo, várias quebras na diagramação, conteúdo desorganizado.
Impossível de não o comparar com o novo site do Estadão, anos luz na frente.

DOCUMENTÁRIO
Conheça os bastidores de toda a transformação gráfica e editorial do jornal "Folha de São Paulo"
Produzido pelo documentarista Fernando Grostein Andrade, 29, da produtora Spray Filmes, o documentário "O Jornal do Futuro" traz o depoimento de pessoas importantes no jornal, além da reação da equipe na apresentação do novo projeto.
São aproximadamente 18 minutos de vídeo, muito legal, ótimo roteiro, vale a pena conferir.
REVELAÇÃO
Charge também é jornalismo, e o responsável por essa tarefa é João Montanaro que tem apenas 14 anos.
Falam que os jovens não se interessam por política, as charges de João serão exatamente sobre esse tema.
Vai ser interessante ver como um adolescente de 14 anos enxerga o mundo da política.
* No vídeo do documentário, reparem como os funcionários do jornal reagem com espanto quando o nome e a idade de João são anunciados.
INTERESSANTE
A palavra de OTAVIO FRIAS FILHO - Diretor de Redação
7 VIDAS DO JORNALISMO
Imprensa morre e renasce a cada revolução tecnológica, mas precisa se tornar mais interessante e útil
Jornalistas costumam ser céticos, para não dizer pessimistas. Por dever de ofício, estão acostumados a duvidar das aparências dos fatos, a desconfiar do que dizem as autoridades, a focalizar o que é problemático, falho ou ameaçador.
De tempos em tempos, o assim chamado "negativismo" da imprensa se volta contra ela própria. Foi assim sempre que o advento de mudanças tecnológicas veio afetar o modo de transmissão de informações: o telégrafo, o cinema, o rádio, a TV e agora a internet.
A desorganização do modelo de negócios anterior parece anunciar o apocalipse.
Ninguém contesta, é claro, que a evolução dos meios eletrônicos democratizou o acesso às informações.
Nem que a conexão em rede fez surgir uma multiplicidade de formatos jornalísticos, estimulando a diversidade da oferta.
Mas muito desse novo jornalismo tem qualidade discutível, quando não é produto de mera pirataria.
Os blogs e o jornalismo cidadão parecem oportunidades promissoras, mas quase sempre seu alcance fica limitado, seja em termos de recursos ou abrangência, seja porque expressam visões demasiado particulares e engajadas.
Para piorar, o jornalismo que emerge está eivado de entretenimento, culto à celebridade, inconsequência.
Como diz o magnata da mídia Rupert Murdoch, em nenhum lugar se tem certeza quanto ao fim do bom jornalismo como nas Redações, onde às vezes o evento tantas vezes prometido é celebrado com deleite masoquista. E comemorado pelo governo qualquer governo.
Tais preocupações, mesmo se exageradas, não são descabidas. Durante décadas, o jornalismo clássico, dito de qualidade que cultiva compromissos com a exatidão do que publica, com a relevância coletiva dos temas que aborda, com a manutenção do debate público foi sustentado por um modelo econômico hoje em risco.
Talvez jornais, revistas e livros impressos venham a desaparecer, talvez não. O papel impresso tem o carisma da credibilidade e da duração. A fotografia não suprimiu as artes plásticas, nem a TV liquidou o cinema, que não havia dado cabo da literatura ou do teatro.
Mas é pouco provável que o jornalismo de qualidade, tal como definido acima, desapareça da face da terra. Por pelo menos três razões.
A absorção de bens culturais é elástica. A quantidade de refeições, roupas ou utensílios que se pode consumir é restrita, mas a aptidão para processar informações não tem limite conhecido.
Conforme mais pessoas imergem no oceano de dados e versões que giram pela rede, maior a demanda por um veículo capaz de apurar melhor, selecionar, resumir, analisar e hierarquizar. Esse veículo, no papel ou na tela, se chama jornal.
Nunca na história humana se escreveu e se leu tanto. Um novo ambiente que é o caldo de cultura ideal para formar, com o tempo, leitores cada vez mais exigentes, mais instruídos, mais críticos. Quem sabe nunca venham a se tornar maioria, mas seu número não vai diminuir, vai aumentar.
Todo produto custa o trabalho e o tempo investidos em sua preparação. A produção do jornalismo gratuito, por isso mesmo, custa pouco. Um jornalismo de qualidade é dispendioso. Continuará a valer seu preço para aquela parcela crescente de pessoas interessadas em saber mais e melhor. A própria demanda deverá cristalizar um modelo de negócios que o impulsione.
Mas, para tanto, é preciso ter a humildade de aprender. Reconhecer que os jornais são muitas vezes cansativos, previsíveis, prolixos, distantes, redundantes, parciais cifrados para o leigo e superficiais para o especialista. Será preciso, ao mesmo tempo, desejo sincero de melhorar, experimentar, arriscar.
Com a reformulação implantada hoje, este jornal tenta dar mais um passo nessa direção.
"Nunca se
escreveu e se leu
tanto. Um novo
ambiente que é o
caldo de cultura ideal
para formar leitores
mais exigentes,
instruídos e críticos.
Seu número não vai
diminuir, vai
aumentar."
Para terminar, a pergunta que não quer calar:
A Folha fez o jornal do futuro?
Para mim fez um jornal "pensando" no futuro apenas.
E você, o que acha?
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Veja o que saiu no "O que rola na Mídia" sobre a reforma gráfica e editorial do jornal Estado de São Paulo. Basta clicar no link abaixo












