por Carlos Giannoni
13 de outubro, quinta-feira, fim de tarde. O empresário Odair Zambom sai de seu escritório com seu veículo, quando uma moto com duas pessoas encosta no carro e dispara dois tiros. Um acertou seu pescoço e outro a cabeça. Na sexta-feira pela manhã, a Santa Casa de Limeira em comunicado oficial, confirma sua morte.
Ele não era meu amigo, mas o conhecia, já o entrevistei para a TV.
E é impossível ficar indiferente diante deste crime, uma execução cruel.
O porquê então de escrever sobre isso?
Você já parou para pensar que a "vida", nosso bem mais precioso, não está valendo nada ultimamente? Mortes banais são destaques nos noticiários. O pior de tudo, muitos acham isso normal. É o inaceitável tornando-se aceitável, uma inversão de valores que não pode acontecer.
Espero viver para ver o dia em que a justiça vai punir os criminosos deste país com mais rigor.
E para simbolizar a realidade deste crime e como muitos brasileiros se sentem, lembrei desta música dos Paralamas do Sucesso.
O Calibre
Os Paralamas do Sucesso
Eu vivo sem saber até quando ainda estou vivo
Sem saber o calibre do perigo
Eu não sei, da onde vem o tiro
Por que caminhos você vai e volta?
aonde você nunca vai
e que esquinas você nunca para?
à que horas você nunca sai?
Há quanto tempo você sente medo?
Quantos amigos você ja perdeu?
Entrincheirado vivendo em segredo
e ainda diz que não é problema seu
E a vida já não é mais vida
no caos ninguém é cidadão
as promessas foram esquecidas
Não há estado, não há mais nação
perdido em números de guerra
rezando por dias de paz
não ve que a sua vida aqui se encerra
com uma nota curta nos jornais
Jogo dos erros
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Ou ache a jornalista (as fotos são dos bastidores da cobertura do carnaval
2012):
Tá, eu sei que isto é uma inutilidade, mas é só para descontrair mesmo.
1 dia atrás


Essa música reflete muito bem a realidade do nosso país... um lugar que a lei não é igual para todos, tudo depende do seu poder, do seu dinheiro, do seu "status"... Lei fraca, pena branda...
Brasil um país que não se faz justiça, será que um dia isso vai mudar? Provavelmente não estarei vivo pra ver...